Webinar da SPI discute os surtos de Candida auris no Brasil, o diagnóstico, o tratamento e medidas de prevenção

Candida auris chegou ao Brasil: como diagnosticar, tratar e prevenir a transmissão”, esse foi o tema das palestras da segunda webinar do "Programa Educacional 2022: Terças-feiras com a SPI", promovido pela Sociedade Paulista de Infectologia, que ocorreu na última terça-feira (29).

O evento, realizado em formato virtual, foi coordenado pelo professor da FMB (UNESP) e presidente da SPI, Dr. Carlos Magno Fortaleza. Este encontro contou com a participação de mais de 200 espectadores.

A sessão iniciou-se com o médico infectologista, do Setor de Microbiologia do Laboratório do Hospital Albert Einstein e pesquisador do Laboratório Especial de Micologia da UNIFESP, Dr. João Nóbrega de Almeida Júnior, que abordou a biologia do fungo, a epidemiologia, aspectos sobre o diagnóstico e o tratamento da Candida auris.

Ele lembrou sobre o surgimento da doença, em 2009, no Japão, que deu início as pesquisas e os estudos do genoma e dos genes relacionados a resistência aos antifúngicos, a capacidade de produzir biofilme e de causar doença. O médico citou os surtos pelo mundo e as mutações que levam a resistência de certos medicamentos antifúngicos. Destacou os dois surtos que ocorreram no Brasil, nas cidades de Salvador e Recife.

Nóbrega reforçou fatores que devem ser considerados para o diagnóstico e tratamento, além de fazer uma análise do perfil dos pacientes que se infectaram pelo fungo. Também deu orientações para as dificuldades de identificação e de tratamento.

A segunda parte do evento foi dedicada às medidas de controle, prevenção e fatores de risco, a partir da apresentação do professor da Disciplina de Infectologia na UNIFESP e coordenador científico da SPI, Dr. Eduardo A. Medeiros. Na oportunidade, ele apresentou as estratégias de prevenção de infecções hospitalares ao cuidar dos pacientes na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e deu destaque aos fatores de risco para a infecção pela C. auris: diabetes, as que fazem uso de antibióticos ou antifúngicos, tempo de internação prolongado ou ainda a presença de cateter venoso central e sonda vesical.

Por fim, falou das diferenças entre as outras candidas e das principais características referentes a Candida auris, de como as pessoas podem se infectar e da dificuldade de identificação da espécie.

Ao final das palestras, os convidados puderam responder dúvidas dos participantes. A webinar completa está disponível AQUI

O próximo encontro virtual está marcado para o dia 12 de abril, em um Encontro com os Residentes. Acompanhe para mais informações.





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