No dia 15 de março, a Sociedade Paulista de Infectologia promoveu a primeira webinar do "Programa Educacional 2022: Terças-feiras com a SPI", abordando os tratamentos farmacológicos contra a covid-19 para pacientes não hospitalizados e hospitalizados.

No ano passado, foram 42 eventos em uma atividade importante e enriquecedora de educação continuada na área da infectologia, que retoma suas atividades agora em 2022.

O encontro, realizado em formato virtual, teve a coordenação do professor adjunto da disciplina de Infectologia da Escola Paulista de Medicina (Unifesp), Dr. Paulo Roberto Abrão Ferreira e contou com a presença de mais de 400 espectadores.

A webconferência reuniu dois especialistas, os professores Dr. Esper Georges Kallas (USP) e Dr. André Kalil (Universidade de Nebraska) para abordarem o tema através de suas experiências médicas e estudos.  

A webinar foi dividida em duas partes, uma delas para abordar os tratamentos e medicações para pacientes não hospitalizados e a segunda para pacientes hospitalizados, em que foi exposto as opções atuais já aprovadas e aquelas que ainda aguardam o posicionamento dos órgãos de saúde. 

A primeira parte foi conduzida pelo Dr. Esper Georges Kallas, que apresentou um panorama dos aspectos epidemiológicos do vírus SARS-CoV-2 no Brasil e no mundo, apontando para o cenário atual da pandemia e descrevendo os quatro possíveis tratamentos atuais para os pacientes não hospitalizados: antivirais orais, parentais, plasma convalescente e anticorpos monoclonais, explicando com detalhes sobre cada um e suas funções para a saúde do paciente.

O desafio, segundo ele, é a testagem para fazer o diagnóstico antes do aparecimento dos sintomas, onde a carga viral é mais alta e pode haver consequências inflamatórias.

Na segunda aula, tivemos o Dr. André Kalil trazendo as características do vírus, de maneira geral, e as informações sobre os recentes estudos e recomendações de fármacos para os pacientes hospitalizados. Ele destacou os avanços que tivemos contra a covid-19 e enfatizou os danos a longo prazo que a doença traz para os pacientes. Foi discutido profundamente a necessidade das condutas bioéticas e de respeito às normas científicas, que gerem evidências sólidas, para a segurança do paciente. Muitos medicamentos foram utilizados sem evidências sólidas e colocaram em risco a saúde dos pacientes, como a hidroxicloroquina e a ivermectina. Mecanismos de segurança devem ser criados para evitar que isso aconteça em novas epidemias. Ao final, várias perguntas dos participantes foram respondidas, com uma discussão com excelente conteúdo.

A íntegra deste encontro realizado pela SPI você confere AQUI





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