Programa “Terças-feiras com a SPI” aborda doenças fúngicas em pacientes com covid-19

As complicações provocadas pelo coronavírus são graves e extensas, entre elas, também está a possibilidade de desenvolver infecções fúngicas pulmonares e disseminadas. Por isso, o oitavo encontro do "Programa Educacional 2021: Terças-feiras com a SPI", promovido pela Sociedade Paulista de Infectologia, discutiu o cenário epidemiológico, critérios de diagnósticos e os possíveis tratamentos para pacientes com covid-19 que também contraíram essa patologia.

O evento, realizado em formato virtual, ocorreu na terça-feira (8), com a presença de 260 espectadores. Esta sessão foi coordenada pelo infectologista da rede D’OR São Paulo e Maranhão, Dr. Daniel Wagner Santos, e recebeu dois especialistas: o médico infectologista e professor titular da Unifesp, Dr. Arnaldo Lopes Colombo e o médico infectologista do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP, Dr. Marcello Mihailenko Chaves Magri.

A webinar foi dividida em dois momentos, o primeiro conduzido pelo Dr. Arnaldo tratou sobre o contexto epidemiológico das doenças fúngicas, com foco na Aspergilose Pulmonar no cenário da Covid-19 (CAPA). 

Segundo ele, para diagnosticar a infecção, o ideal é ter à disposição um arsenal com biomarcadores (galactomanana e PCR para Aspergillus) a ser realizado em material respiratório (lavado broncoalveolar, com a possibilidade de secreção traqueal) ou idealmente biópsia pulmonar por broncoscopia, com envio de material para anatomopatológico e cultura.

A segunda parte do encontro, realizada pelo Dr. Marcello, foi dedicado à mucormicose, detalhando os principais fatores de risco, manifestações clínicas, agentes etiológicos, bem como os tratamentos disponíveis. Ainda, por ser uma doença invasiva que deixa diversas sequelas, podendo levar ao óbito, o médico foi enfático dizendo que o diagnóstico deve ser feito de maneira precoce.

Por isso, o infectologista mostrou pesquisas que abordam os principais sinais que o paciente pode apresentar, e considerando que se trata de uma situação de emergência, as medidas para controlar as complicações que os fungos produzem no metabolismo devem ser rápidas, priorizando a intervenção cirúrgica.

Após as palestras, foi reservado um espaço para que os participantes pudessem tirar dúvidas com os convidados. A webinar completa está disponível AQUI. O próximo encontro está marcado para o dia 22 de junho.





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