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Lançamento do Livro: Adesão: o presente e o futuro na luta para o controle do HIV/aids

Lançamento do Livro:


Adesão: o presente e o futuro na luta para o controle do HIV/aids
ORGANIZADORES: Valdes Roberto Bollela; Lilian Pereira Primo; Rivian Christina Lopes Faiolla Mauriz; Karen Mirna Loro Morejón

Ribeirão Preto
Editora FUNPEC - 2016


Desde a descoberta do vírus da imunodeficiência humana (HIV), o perfil de pessoas infectadas e as manifestações clínicas e evolução da doença têm mudado constantemente. Em menos de 30 anos, a síndrome da imunodeficiência adquirida (aids) deixou de ser uma condição clínica que era sinônimo de “morte certa” para tornar-se uma doença de caráter crônico e passível de controle. Isso somente foi possível a partir do advento da terapia antirretroviral (TARV) e da disponibilização de marcadores biológicos capazes de indicar o nível de imunossupressão do indivíduo (contagem de línfócitos T CD4+) e a carga viral do HIV, capaz de indicar a intensidade da replicação e que permite o monitoramento do tratamento e da resposta do vírus à TARV.

Com o advento da estratégia “test and treat” que preconiza a oferta do tratamento tão logo o diagnóstico da infecção seja feito, um grande número de pessoas deve iniciar o tratamendo da infecção pelo HIV no Brasil e no mundo. Neste contexto a adesão assume importância fundamental para a resposta virológica sustetável e como meio de se evitar o desenvolvimento de resistência do vírus aos antirretrovirais. O desafio da adesão vai além da prescrição de medicamentos, ele demanda mudanças de hábitos, comportamentos e dietéticos.

Diante deste cenário lançamos este livro, que tem como meta compartilhar o conhecimento acumulado e as experiências de um conjunto de profissionais e equipes de saúde que atuam no manejo de pessoas vivendo com HIV/aids, desde o início da epidemia no Brasil. Profisionais que viveram a primeira década da epidemia, em que as opções de tratamento para o HIV, resumiam-se apenas ao uso de medicamentos para as repetidas infecções oportunistas que se observava, além de oferecer conforto para o enfrentamento de uma doença que evoluia rapidamente para complicações infecciosas e/ou neoplásicas e óbito. Com a disponibilização da TARV de alta potência e da possibilidade de se controlar a replicação viral, a atenção das equipe e dos pacientes voltou-se para a necessidade de uma boa adesão às orientações em geral, e em especial ao uso da TARV regularmente.

Hoje, cuidar de uma PVHA significa fortalecer vínculos, ensinar e aprender. A atuação  conjunta e complementar da equipe multiprofissional de saúde é um diferencial que deve estar presente nos serviços que cuidam de PVHA, personalizando o atendimento desses indivíduos, minimizando efeitos colaterais das drogas e garantindo uma melhor qualidade de vida.



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