Webinar da SPI discute situação nacional e desafios no diagnóstico da tuberculose latente

Uma das doenças infecciosas que ainda causa grande preocupação, é a tuberculose, que atinge principalmente os pulmões e é altamente contagiosa. Por isso, a 12º edição do "Programa Educacional 2021: Terças-feiras com a SPI", promovido pela Sociedade Paulista de Infectologia, apresentou o panorama epidemiológico no país e os desafios diagnósticos em casos que a pessoa está com a infecção, mas não apresenta sintomas, ou seja, quando está latente.

O encontro, em formato virtual, ocorreu na última terça-feira (3), com a participação de 282 espectadores e foi coordenado pelo Professor Livre-Docente da Disciplina de Infectologia da UNIFESP e Coordenador Científico da SPI, Dr. Eduardo Alexandrino Servolo de Medeiros, que também conduziu a primeira palestra, sobre a situação da tuberculose no Brasil.

Na oportunidade, Dr. Eduardo destacou os aspectos econômicos e sociais da tuberculose, explicou que a transmissão acontece pelas vias aéreas, por aerossóis, e apresentou as chances de uma pessoa contaminada desenvolver a doença ao longo da vida, que é de 5 a 10%, com índices maiores nos primeiros dois anos após a infecção e, no caso de pessoas vivendo com HIV esse risco é anual.  

O professor também mostrou dados que revelam como está a situação epidemiológica da tuberculose no país, os estados com taxas de incidência mais altas, os grupos mais vulneráveis, às dificuldades no diagnóstico laboratorial e no controle ambiental. Além disso, ele destacou o comportamento diferente dos números de casos e tratamentos em 2020, que podem ter relação com a pandemia provocada pela Covid-19 e, pelo medo de ser infectado pelo coronavírus, demoram a procurar assistência médica, desenvolvendo uma doença mais grave.

A segunda palestra da webinar foi feita pelo coordenador do Ambulatório de Moléstias Infecciosas Parasitárias e médico assistente do Ambulatório de Tuberculose do Hospital das Clínicas da FMUSP, Dr. Max Igor Lopes, que abordou especificamente o uso do QuantiFERON na investigação de tuberculose latente em populações de alto risco.

Conforme o médico, populações de alto risco são as que convivem em ambientes com características epidemiológicas propícias para o aumento de casos de infecções, por exemplo, presidiários e, para diagnosticar essas pessoas, que não apresentam sintomas, é necessário identificar a exposição à bactéria. A partir desta análise, ele apresentou as recomendações de vigilância do Ministério da Saúde, os testes disponíveis para a investigação, como o IGRA, PPD e TST, e, por fim, destacou os desafios para o controle da tuberculose latente.

Depois das exposições dos convidados, foi reservado um espaço para que os participantes pudessem tirar dúvidas. A webinar completa está disponível AQUI





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