Perfil de segurança das anfotericinas pauta sétima webinar da SPI

O tratamento de doenças fúngicas invasivas foi tema do sétimo encontro do “Programa Educacional 2021: terças-feiras com a SPI", realizado pela Sociedade Paulista de Infectologia, abordando o perfil de segurança das anfotericinas.

O evento virtual, que ocorreu na última terça-feira (1ª), teve duração de 1 hora e trinta minutos, com participação de 120 espectadores e, após as palestras, os organizadores reservaram um espaço para que os convidados pudessem responder perguntas do público. A sessão foi coordenada pelo infectologista da rede D’OR São Paulo e Maranhão Hospital do Rim, Dr. Daniel Wagner Santos.

O primeiro momento da webinar foi realizado pelo médico infectologista do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, o Dr. Marcello Mihailenko Chaves Magri, que trouxe um panorama sobre as diferenças de formulações das anfotericinas, mostrando o espectro e mecanismo de ação, as características farmacocinética e farmacodinâmica. Além disso, abordou os eventos adversos que podem causar, bem como, destacou o cuidado com a prescrição, pois a medida terapêutica é muito próxima da tóxica.

Na oportunidade, o médico concluiu que o princípio ativo, ou seja, os espectros de ação são semelhantes nas diferentes formulações de anfotericinas, no entanto, a estrutura molecular, a farmacocinética e farmacodinâmica, a toxicidade e a eficácia encontrada em estudos experimentais são distintas entre elas.

Já na segunda parte, conduzida pelo professor e pesquisador do Laboratório de Infecções Emergentes da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR), Dr. Felipe Tuon, os temas foram o manejo do paciente e aspectos de farmacoeconomia, a partir de estudos que abordam questões financeiras e custo-benefício do medicamento para o paciente.

A partir dos dados científicos apresentados, ele concluiu que a escolha e prescrição da droga deve observar critérios de respostas clínicas, buscando reduzir as reações infusionais, toxicidade renal, hematológica e considerar os custos e disponibilidade na instituição de saúde, para assim definir a melhor formulação da anfotericinas ao tratamento.

A íntegra das palestras está disponível AQUI.

Fique atento, pois nas próximas terças-feiras haverá outros encontros do “Programa Educacional 2021: Terças-feiras com a SPI", discutindo assuntos de suma importância na área da Infectologia





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