Quinta webinar da SPI discute resistência bacteriana e macrolídeos

Tratamentos com uso de macrolídeos e resistência bacteriana: esse foi o tema abordado no quinto encontro do “Programa Educacional 2021: Terças-feiras com a SPI", realizado na última terça-feira (18), pela Sociedade Paulista de Infectologia.

O evento ocorreu de maneira virtual, com duração de 1 hora e trinta minutos e contou com a participação de 163 espectadores. Além das apresentações dos convidados, foi aberto um espaço para que os participantes pudessem tirar dúvidas. Essa sessão foi coordenada pela vice-presidente da SPI e professora da Faculdade de Medicina da USP, Dra. Silvia Figueiredo Costa.

A webinar iniciou-se com o médico infectologista do Hospital das Clínicas, Dr. Matias Chiarastelli Salomão, que tratou especificamente sobre os macrolídeos, explicando o mecanismo de ação, espectro do medicamento no tratamento de infecções respiratórias, seu uso para recuperação de pessoas com pneumonia e o efeito imunomodulador que ele produz.

O médico apresentou tratamentos em que essa droga é indicada, como a pneumonia, exceto nas regiões em que há alta taxa de resistência aos macrolídeos. No caso da sinusite o uso de antibióticos reduz o tempo de cura, mas como cerca de 70% dos pacientes se recuperam sozinhos, a prescrição deve ser reconsiderada. Com relação aos diagnósticos de covid-19, Matias foi enfático ao dizer que só deve ser ministrado quando houver evidências de infecções bacterianas, pois não tem efeito no combate às doenças virais.

A segunda palestra, com temática de resistência bacteriana, foi feita pelo professor de Infectologia na Escola Paulista de Medicina da Unifesp, Dr. Carlos Roberto Veiga Kiffer. Na oportunidade, ele mostrou os mecanismos de resistência aos macrolídeos que estão presentes nas bactérias, por isso, detalhou elementos genéticos presentes nelas.

Sobretudo, o doutor reforçou a necessidade de controlar o uso de antibióticos e assim evitar o desenvolvimento de resistências aos medicamentos para também combater epidemias. Afinal, esse momento de pandemia vem também como um alarme para reduzir a prescrição de drogas que não possuem efeitos em determinados tratamentos, como é o caso de macrolídeos em infecções virais.

A íntegra das palestras está disponível AQUI.

E fique ligado, nas próximas terças-feiras teremos outros encontros virtuais, sempre discutindo temas importantes relacionados à infectologia.





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