Matéria da revista Viva Saúde sobre o vírus Mayaro, com entrevista do Dr. Juvêncio

Aedes aegypti no foco (novamente)

Não podemos ainda perder de vista as doenças causadas pelo mosquito. E se não bastasse a dengue, o chikungunya e o zika vírus, mais uma enfermidade foi encontrada: a mayaro

O vírus mayaro teve seu primeiro registro em 1954. No ano seguinte, ocorreu um surto aqui no Brasil. De lá pra cá, os casos são esporádicos e centrados na região amazônica. “A doença tem manifestações parecidas às da dengue, com febre, dor de cabeça e no corpo, além de manchas vermelhas na pele”, descreve Juvencio José Duailibe Furtado, infectologista, coordenador científico da Sociedade Paulista de Infectologia (SPI). Ele diz que a patologia também leva à dor nas articulações, que pode ser acompanhada de inchaço. Helena Brígido, infectologista e epidemiologista, membro do Comitê de Arboviroses da SBI, conta que a transmissão ocorre por picada de insetos Haemagogus, na zona rural e Aedes na zona urbana. As doenças zika, chikungunya e dengue são semelhantes. A diferenciação está na presença da dor articular, ausente na dengue e na zika. Na chikungunya e na mayaro o diagnóstico se dá por meio de exames específicos. Sobre o tratamento, ainda não há um feito para isso e as medicações usadas visam reduzir os sintomas, “Com exceção do ácido acetilsalicílico que pode causar hemorragias”, alerta Helena. Veja as informações abaixo e saiba por que não podemos baixar a guarda com esse inseto:



 

Mãos na massa

​As doenças causadas pelo Aedes aegypti ainda são negligenciadas. Afinal, a gente nunca acha que será atingido. No caso do Mayaro, que poucos sabem a respeito, a situação é mais complicada. Hoje, o único meio de transmissão da enfermidade (que se conhece) é pelo mosquito. Por isso é tão importante que haja controle dos insetos nas cidades. A medida mais importante é sanitária. Se não tem vetor, não tem doença.
 





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