Infectoeste 2019: Sífilis na gestação foi tema de apresentação no evento


A 6ª edição do Infectoeste, evento promovido gratuitamente pela Sociedade Paulista de Infectologia, aconteceu no dia 9 de novembro, na cidade de Barretos-São Paulo, trouxe uma ampla discussão sobre a sífilis na gravidez com o médico ginecologista e obstetra da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo, Dr. Geraldo Duarte.
 
Segundo boletim do Ministério de Saúde publicado em outubro de 2019, em 2018 foram registrados 62.599 casos de sífilis em gestantes, número que demonstra crescimento de 25,7% em relação a 2017, quando 49.796 casos foram notificados. A doença na gravidez pode gerar graves consequências, tais como: aborto, parto pré-termo, morte fetal e neonatal, além do potencial de desenvolver sequelas que vão desde pneumonia, inflamação das mucosas, lesões de pele, cegueira, dentes deformados, problemas ósseos, surdez e até deficiência mental.
 
“Entre os desafios que temos para controlar essa situação estão o de se conseguir fazer, de forma criteriosa, assistência pré-natal de qualidade superior para todas as pacientes dentro de um sistema público tão cheio de demandas. Em relação ao caso de sífilis confirmada é fundamental que que haja disponibilidade dos medicamentos necessários para tratamento específico da sífilis, sem solução de continuidade e de acesso. Também considero fundamental o interesse e comprometimento dos profissionais de se atualizarem para oferecerem de uma forma correta tanto do diagnóstico quanto do tratamento para essas mulheres. Outra variável importante neste contexto é o controle do uso da medicação e da efetividade da terapia. Para isto é necessário a adoção de estratégias para que ela faça o uso correto das medicações , já que elas podem, por inúmeros motivos, abandoná-lo no meio do caminho”, explica o médico.
 
Outro destaque importante feito pelo especialista durante sua apresentação foi o de que o parceiro da gestante também precisa ser orientado e avaliado, o que ele chama de pré-natal do parceiro. “É fundamental que a paciente traga o companheiro nas consultas para fazer a sorologia e aproveitar para ensinar como ele pode transmitir a doença, partilhando e incentivando a responsabilidade sobre o cuidado com aquela vida que está sendo gerada, evocando a paternagem responsável e sadia. Se nós não incluímos os homens nessa jogada, não conseguiremos controlar uma possível transmissão de sífilis e até de outras doenças como a hepatite B e até o HIV”, finaliza Duarte    





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