Atualização no manuseio e prevenção pela infecção do HIV também foi tema no Caiçarão 2019

Em sua apresentação no Caiçarão 2019, realizado este mês em Santos, o infectologista do Hospital Guilherme Álvaro (HGA) e professor da UNIMES, Dr. Ricardo Hayden, levantou a questão do motivo de que, mesmo com tantas alternativas para tratamento e prevenção, por que ainda ocorre a transmissão do vírus HIV?

Segundo o especialista, a varíola foi a única doença erradicada e infelizmente somente o uso do tratamento como prevenção (TASP, em inglês, ou TcP, em português) nunca eliminou por si só nenhuma doença, como por exemplo, a Sífilis que é tratada a milênios e nunca acabou, o que o leva a presumir que também não vai resolver no caso do HIV, já que cada método tem limitações, todos são usados inadequadamente e esses eventos sempre acontecerão.

O preservativo não é utilizado de forma universal. O percentual mostra que no máximo 60% das pessoas usam, e que ainda fazem uso de forma irregular. Tanto que existem uma série de doenças que podem ser prevenidas com o uso do item e que estão rodando o mundo todo. A Profilaxia Pré-Exposição (PrEP) tem sido dada e usada em populações que menos precisam, ou seja, existe um direcionamento que não atende a todas as possibilidades. Já a Profilaxia Pós-Exposição (PEP) às vezes não é usada no momento adequado começando após as 72 horas, em outras, a pessoa não completa o tratamento de 28 dias, e existem as que se expõem dias depois também.

“Em todos lugares onde foi instituída a meta 90-90-90  não houve a diminuição dos casos, fora também os equívocos relacionados à questão de testar e tratar no mesmo dia em que é feito o teste, pois se percebe que a retenção nesses casos cai bastante proporcionalmente ao número de pacientes que são abordados com mais cuidado, podendo explicar as coisas, analisando a resistência ao vírus, entre outros fatores. Além disso, continua-se a repetir erros, agora com Same

Day Treatment. Por esses motivos levantados, a resposta para o questionamento é a de que, quando somamos todas as estratégias, mas entre elas existem pontos críticos que não conseguem dar a elas aquilo que se esperava que fosse, elas não se tornam totalmente eficiente. E na minha opinião, a chave para o controle é apostar no 100x100x100”, finaliza o médico. 





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