Destaques: I Fórum de Ensino das Doenças Infecciosas e Parasitárias na Graduação de Medicina e nos Programas de RM do Estado de São Paulo

Discutir, aprimorar e produzir um documento que possa melhorar o ensino das doenças infecciosas e parasitárias nas escolas médicas e nos programas de residência médica em Infectologia foram os objetivos que conduziram o I Fórum de Ensino das Doenças Infecciosas e Parasitárias na Graduação de Medicina e nos Programas de RM do Estado de São Paulo, evento realizado no dia 31 de agosto de 2019, em São Paulo.

Na ocasião, compareceram diversos profissionais que trabalham como o ensino médico, professores, preceptores, estudantes de medicina e médicos residentes dos programas de Infectologia, coordenadores de Cursos de Medicina e do ensino da Infectologia. Entre eles, a Pró-reitora de Graduação da Faculdade de Ciências Médicas – Unicamp, Dra. Eliana Amaral, que fez uma apresentação sobre as Metodologias de ensino nos Cursos de Graduação em Medicina (Tradicional, TBL – Team Based Learning e PBL - Problem Based Learning); a infectologista e Profa. da Faculdade Medicina de Botucatu – Unesp, Dra. Lenice do Rosário de Souza, abordou em sua palestra a avaliação dos Programas de Residência em Infectologia; a infectologista e Coordenadora da CCIH do Instituto Central do HC FMUSP e do Hospital do Servidor Público Estadual, Dra. Thais Guimarães apresentou uma avaliação dos programas de residência médica e, por fim, o Prof. da FMUSP Ribeirão Preto, Dr. Valdes Bollela, falou ao público sobre Currículo por competências.

Segundo o médico infectologista e Prof. Títular da (FMUSP), Dr. Aluísio Cotrim Segurado, essa é uma tarefa que as sociedades de infectologia já estavam devendo há bastante tempo à comunidade, que na verdade contribui para uma discussão mais aprofundada sobre as estratégias de formação, seja no nível da graduação ou na formação de especialistas.

“As determinações muitas vezes regulamentárias de mudanças curriculares ou de portarias da comissão de residência médica nem sempre se acompanham de uma reflexão crítica por parte daqueles que estão envolvidos na rotina das atividades. Por isso, esse é um grande momento de troca de experiências, de aprimoramento de estratégias e que acredito que vá contribuir não só para os programas de São Paulo, mas também como um retorno para a Sociedade Brasileira de Infectologia. É importante dizer que o maior centro formador de infectologistas do Brasil é o nosso estado, logo faz parte da nossa missão poder dar essa contribuição não só para nós, mas para o país todo na formação dos nossos especialistas”, ressaltou o infectologista.

Ao final das apresentações, os especialistas presentes foram divididos em pequenos grupos de trabalho, para uma discussão que contou com temas sobre as habilidades e competências que o médico infectologista deve ter no final do curso e no término da residência. Após os debates, as ideias foram apresentadas para que futuramente seja criado um documento pela Sociedade Paulista de Infectologia para auxiliar as escolas médicas com os programas de infectologia, focando nas principais bases da especialidade.



O Prof. da Disciplina de Infectologia da EPM/Unifesp, Reinaldo Salomão, declarou que foi uma ótima experiência participar do I Fórum de Ensino das Doenças Infecciosas e Parasitárias, organizado pela Sociedade Paulista de Infectologia. "Foco prioritário da nossa atuação de preceptoria e de docente, o ensino é feito, muitas vezes, de forma intuitiva. O domínio de conceitos e ferramentas metodológicas de ensino faz-se hoje fundamental e as palestras do encontro foram excelentes oportunidades de aprendizado. É tempo de agregar novas ferramentas, sempre reforçando a importância dos preceitos éticos e do exemplo na formação dos jovens profissionais”, revelou o especialista.

Para o presidente da Sociedade Paulista de Infectologia e coordenador do evento, Dr. Eduardo Servolo de Medeiros, Professor de Infectologia da Unifesp, o evento conseguiu atingir todos os seus objetivos. “Tivemos apresentações excelentes, motivacionais e reflexivas, que geraram uma discussão bem ampla e profunda sobre as questões da infectologia, tanto na graduação, quanto na Residência Médica. Além disso, os participantes ficaram engajados até o final em discutir e isso realmente foi muito rico. Agradeço a participação de todos e que esse encontro renda bons frutos para nossa especialidade”, finalizou o presidente.

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