“Currículo por competências: como avaliar estudantes e residentes nesta perspectiva?” será um dos temas discutidos no I Fórum de Ensino das Doenças Infecciosas e Parasitárias na Graduação de Medicina e nos Programas de Residência Médica do Estado de São Paulo

Neste sábado, dia 31 de agosto de 2019, será realizado no Braston Hotel, em São Paulo, o I Fórum de Ensino das Doenças Infecciosas e Parasitárias na Graduação de Medicina e nos Programas de Residência Médica do Estado de São Paulo. Para o evento serão convidados profissionais envolvidos no ensino médico, estudantes de medicina e médicos residentes dos programas de Infectologia, coordenadores de Cursos de Medicina e do ensino da Infectologia. 

E um deles é o professor Valdes Roberto Bollela, da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP) que fará uma apresentação sobre o tema: Currículo por competências: como avaliar estudantes e residentes nesta perspectiva?

Segundo Valdes Roberto Bolella, a tendência e as recomendações atuais para o desenho e implementação de currículos na área da saúde aconselham uma clara definição das competências esperadas do futuro profissional ao final do programa educacional (curso de graduação ou residência médica). “A descrição dos resultados esperados (competência profissional) costuma ser descrita na forma de objetivos educacionais em três dimensões ou domínios: as habilidades cognitivas (conhecimento ou saber); as habilidades psicomotoras (capacidade para fazer) e as habilidades afetivas e profissionalismo (ser, estar e relacionar-se) no contexto da profissão médica”, explica o palestrante.

Além disso, o desenho e a implementação de programas educacionais (curso de graduação ou residência médica) não são tarefas tarefa triviais e requerem um mínimo de capacitação. Assim, poderá garantir que exista alinhamento entre aquilo que se espera do futuro médico ou que o infectologista deve saber/ser, capaz de utilizar as experiências educacionais que lhes serão oferecidas durante o programa educacional e que o ajudarão a alcançar os objetivos de aprendizagem necessários, como aulas teóricas, práticas, simulações, seminários, tutoriais, etc.

Não menos importante é a definição do sistema de avaliação do estudante/residente que deve, além de promover aprendizagem (avaliação formativa), assegurar que a competência desejada foi alcançada (avaliação somativa). “Como fazer isso na prática e os cuidados necessários para que os resultados sejam os melhores possíveis é o que pretendo apresentar e discutir nesta conferência”, finaliza Bollela.

De acordo com presidente da Sociedade Paulista de Infectologia e coordenador do evento, Dr. Eduardo Alexandrino Servolo de Medeiros, o evento vem de uma necessidade de se discutir as questões relacionadas ao ensino das doenças infecciosas e parasitárias. “Essa é uma importante oportunidade promovida pela Sociedade Paulista de infectologia para os especialistas ampliarem seus conhecimentos e produzirmos, juntos, um documento para nortear o futuro da nossa especialidade. Contamos com a participação de todos”, enfatiza Medeiros.





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