Vacina contra o HPV: como e por que tomar?

Segundo dados do Ministério da Saúde, mais da metade dos jovens brasileiros entre 16 e 25 anos possuem algum tipo de HPV, doença sexualmente transmissível causada pelo vírus do papiloma humano, que é propagado pelo contato direto com mucosas infectadas por meio de relação sexual com penetração vaginal e/ou anal, durante o sexo oral, assim como em qualquer contato com a região genital, inclusive com as mãos e também pode ser transmitido da mãe para filho no momento do parto.

Por esse motivo, infelizmente os preservativos não garantem proteção completa, já que não conseguem proteger toda a região genital do contato com a pele. No entanto, é importante reforçar que o contágio com HPV não ocorre por contato com objetos, como toalhas e assentos sanitários.

A maioria das pessoas que entram em contato com o HPV não desenvolvem problemas de saúde. Porém é preciso ficar atento, pois alguns vírus da família HPV podem causar verrugas na área genital ou nas cutâneas fora dessa região. De modo geral, esses subtipos virais são menos associados ao desenvolvimento de câncer. Outros subtipos do vírus HPV são responsáveis pelo desenvolvimento de tumores malignos no colo do útero, na região anal e no pênis. Além disso, o vírus também pode causar alguns tipos de câncer da orofaringe.

E uma das mais importantes formas de prevenção do HPV é a vacinação, já que ela protege contra os principais subtipos de vírus associados ao câncer.
Atualmente, existem duas vacinas contra o Papiloma Vírus Humano disponíveis hoje no Brasil: a bivalente, que previne os tipos 16 e 18 da doença e é oferecida para meninas a partir dos 9 anos e meninos a partir dos 11 anos. Há dois produtos comerciais: um deles está aprovado para uso no sexo masculino, de 9 a 26 anos de idade, e no sexo feminino, de 9 a 45 anos de idade. O outro é aprovado apenas para uso no sexo feminino, a partir de 10 anos de idade. E a vacina quadrivalente, que além dos tipos citados anteriormente, previne também os tipos 6 e 11 para adolescentes de 9 a 14 anos e pessoas de 9 a 26 anos com HIV/Aids, além de pacientes oncológicos ou transplantados. Elas são divididas em três doses, com intervalo de dois meses entre a primeira e a segunda, e de quatro a seis meses para a terceira e última dose.
 
Vale destacar que sexo seguro, com o uso de preservativos, alimentação saudável, exercícios, higiene adequada, além do exame preventivo com ginecologista ou urologista contra o HPV também são formas de prevenir a doença.  
 
* Dra. Lucy Cavalcanti Vasconcelos é médica infectologista e associada da Sociedade Paulista de Infectologia 





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