Fórum de Controvérsias e Atualizações de Infecções em UTI traz palestras sobre uso de antibióticos

A Sociedade Paulista de Infectologia (SPI) realizou no dia 1 de junho de 2019, em São Paulo, na Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP) o Fórum de Controvérsias e Atualizações de Infecções em UTI. Um dos assuntos abordados na ocasião foi sobre novos antibióticos, velhos problemas apresentado pelo Professor Adjunto e Livre-Docente da Disciplina de Infectologia do Departamento de Medicina da Unifesp e presidente da Sociedade Paulista de Infectologia, Dr. Eduardo Alexandrino Servolo de Medeiros.

Segundo o infectologista, embora tenham novos medicamentos sendo lançados no comércio para situações importantes, como a ceftazidima com o inibidor de betalactamase, avibactam (antibiótico utilizado para tratar Klebsiella pneumonia resistente aos carbapenens - KPC) e outros medicamentos que têm chegado ao Brasil, eles precisam ser usados com cautela diante de protocolos específicos. “Isso porque a utilização excessiva pode levar a uma resistência mais rápida. Além disso, são drogas que não podemos perder, pois são extremamente importantes na nossa terapêutica, especialmente em Unidade de Terapia Intensiva (UTI)", reforça.

Outro tema discutido na ocasião foi sobre os novos usos para velhos antibióticos apresentado pelo médico infectologista e membro da diretoria da Sociedade Paulista de Infectologia, Dr. Lauro Perdigão. Segundo o especialista, este tema é cada vez mais discutido, diante da escassez de novas opções terapêuticas para infecções, especialmente por multirresistentes e até como ação para poupar essas novas estratégias tão valiosas. “A história dos antibióticos é curta e infelizmente respeita um padrão de tão logo ele ser colocado em uso comercial e em seguida já ser descrito um mecanismo de resistência ao próprio item, desencadeando assim a necessidade de ser disponibilizar um novo medicamento,” explica.

Dr. Lauro ainda fez questão de lembrar que, apesar do amplo leque de novos medicamentos, muitas vezes as classes antigas são consideradas como salvadoras. "O resgate de antigos antimicrobianos é uma realidade, vários esquemas descritos como possibilidade de terapia, os benefícios em incluir uma droga de sensibilidade ao esquema de bactérias multirresistentes e estudos com enterobactérias resistentes às polimixinas são escassos", finaliza.

Os certificados e vídeos de todas apresentações estão disponíveis em nosso site. Acesse: https://bit.ly/2Sh01Ak





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