Sarampo: casos sobem para 384 no Estado de São Paulo

Segundo infectologista a volta dos casos no Brasil se deve por conta da baixa cobertura vacinal 
 
São Paulo, julho de 2019 - Tosse, coriza, inflamação nos olhos, dor de garganta, febre e manchas vermelhas na pele podem ser sintomas do sarampo, doença infecciosa aguda, viral, transmitida por contato direto. O vírus tem circulado pelo nosso país desde 2018, fato que até levou o Brasil a perder o certificado de país livre da doença, conferido pela Organização Panamericana de Saúde (OPAS).
 
Segundo informações recentes da Secretaria de Saúde, os casos de sarampo confirmados no Estado de São Paulo chegaram a 384 neste ano. O dado demonstra um crescimento de 86% em menos de 15 dias. No início do mês de junho, os registros já demonstravam 206 pessoas infectadas. Ainda de acordo com a Secretaria, 272 dos 384 casos foram notificados na cidade de São Paulo.
 
A última grande epidemia da doença no Brasil ocorreu em 1997, com mais de 53 mil casos confirmados e 61 óbitos, dos quais 60% foram em menores de cinco anos de idade. "A maioria dos casos ocorreu em crianças não vacinadas ou naquelas que receberam apenas uma dose da vacina, fato que nos leva a crer que a volta dos casos no Brasil se deve à baixa cobertura vacinal”, explica o médico infectologista associado da Sociedade Paulista de Infectologia, Dr. Francisco Ivanildo de Oliveira Junior. 
 
O sarampo é uma doença perigosa que pode deixar sequelas e até causar a morte. Por isso, em casos de suspeita da doença o indicado é procurar um atendimento médico para um diagnóstico e tratamento adequado do problema que evite colocar a saúde em risco.
 
Vale lembrar que a melhor forma de prevenção e controle do sarampo se dá por meio da vacinação, que é considerada segura e eficaz. “A vacina é gratuita e está disponível em postos de saúde. Ela é recomendada para crianças e adultos que não possuem o registro da aplicação em sua caderneta de vacinação e sua administração não é indicada em gestantes e pessoas com o sistema imunológico debilitado,” finaliza o especialista.  





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