Estratégia para o controle do sarampo no Brasil foi tema no 11º Congresso Paulista de Infectologia

A Sociedade Paulista de Infectologia (SPI) realizou entre os dias 17 a 20 de outubro de 2018, em São Paulo, o 11º Congresso Paulista de Infectologia. O evento contou com uma importante palestra sobre a estratégia para o controle do sarampo no Brasil, apresentada pela diretora técnica do Centro de Vigilância Epidemiológica da Secretária de Saúde do Estado de São Paulo, Dra. Helena Keico Sato.

 

Segundo boletim epidemiológico divulgado neste mês de outubro pelo Ministério da Saúde, o Brasil teve 12 mortes por sarampo registradas em 2018 e 2.192 casos confirmados da doença. Foram quatro mortes em Roraima (três estrangeiros e um brasileiro), seis no Amazonas (todos brasileiros, sendo três do município de Manaus, dois do município de Autazes e um do município de Manacapuru) e duas mortes no Pará.

 

 A última grande epidemia da doença no Brasil ocorreu em 1997, com mais de 53 mil casos confirmados e 61 óbitos, dos quais 60% foram em menores de 5 anos de idade. A maioria dos casos ocorreu em crianças não vacinadas ou naquelas que receberam apenas uma dose da vacina.

 

Segundo Helena, nunca baixar guarda em relação a prevenção do Sarampo é um dos principais cuidados aconselhados aos especialistas, já que o sarampo é uma doença de alta transmissão. "O contato com as secreções de saliva e espirros de pessoas infectadas. A infecção se produz por disseminação dessas gotículas ou pelo contato direto com o doente. Além disso, os indivíduos infectados com o vírus podem contagiar outras pessoas no período de 4 a 6 dias antes do exantema ou até 4 dias após o início do exantema”, explica a infectologista.

 

Desde 1999, é instituído o Plano de Erradicação do Sarampo com a meta de interromper a transmissão do vírus desta doença no território nacional até o ano 2000. Como resultado da adoção de várias estratégias de vacinação, foi eliminada a circulação do vírus do sarampo no Brasil.

 

A vacinação é uma forma importante de prevenção e controle da doença, porém, a vigilância e notificação de casos suspeitos também são aliadas no combate ao sarampo. “Com a notificação de um caso suspeito, os profissionais de saúde avaliam o caso e fazem uma ação de bloqueio vacinando a população que ainda não foi imunizada dentro daquela região, na tentativa de evitar que novos casos da doença se manifestem”, finaliza a especialista.





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