11º Congresso Paulista de Infectologia debate o atual cenário da Tuberculose multirresistente

A tuberculose (TB) é um importante problema de saúde pública que afeta milhões de pessoas por ano, sendo a principal causa de mortes por doença infecciosa em todo o mundo.  É uma doença que atinge principalmente pessoas mais pobres, com 95% dos casos e 98% das mortes ocorridas nos países em desenvolvimento. Entre 2000 e 2016, somente o tratamento da doença evitou cerca de 44 milhões de mortes entre pessoas HIV-negativas e um adicional de 8,5 milhões de mortes entre pessoas HIV-positivas que também usaram terapia antirretroviral (ART).
 
Segundo o Professor Associado, Coordenador do Laboratório de Micobactérias e do Ambulatório de TB-DR e Micobactérias não Tuberculosas do Hospital das Clínicas da FMRP-USP, Valdes Roberto Bollela, aproximadamente 6,3 milhões de novos casos de TB foram notificados em 2016, o que equivale a 61% da incidência estimada de 10,4 milhões, e os dados mais recentes sobre resultados de tratamento mostraram uma taxa de sucesso global de 83%, semelhante aos anos recentes. 
 
“Apesar de avanços na taxa de cura, ainda existe uma lacuna significativa ao considerar o número de casos de TB diagnosticados e aqueles não diagnosticados, principalmente entre tuberculose resistente a drogas (TB-DR). Atualmente apenas um terço dos casos de TB-DR são investigados no mundo, o restante persiste sem diagnóstico”, explica o especialista.
 
Para diminuir esta lacuna, a Assembleia Mundial da Saúde aprovou, em maio de 2014, a nova Estratégia Global de Eliminação da TB, que visa reduzir a mortalidade e a incidência da tuberculose em todos os países, visando os indicadores atualmente observados em países de alta renda. Essa nova estratégia baseia-se em três pilares: (1) cuidado e prevenção integrados centrados no paciente; (2) políticas ousadas e sistemas de apoio ao diagnóstico e tratamento; e (3) intensificação da pesquisa e incorporação de novas tecnologias para manejo da TB-DR. O surgimento da TB-DR é uma ameaça crescente ao controle da doença, com mais de 600.000 novos casos que são resistentes à rifampicina (RRTB); 490.000 dos quais tinham tuberculose multirresistente (TB-MDR).
 
O Brasil incorporou recentemente novos testes moleculares para o diagnóstico da TB resistente e a compreensão plena do papel destas novas tecnologias ainda não está clara para aqueles que manejam estes casos. “Em 2016, a cobertura do teste para resistência à rifampicina foi de 33% para pacientes novos e 60% para pacientes com TB previamente tratados. Testes moleculares recomendados pela Organização Mundial de Saúde (Xpert® MTB / RIF ou Genotype® MTBDRplus) têm sido usados e são a maneira mais rápida de obter informações sobre o perfil de suscetibilidade do bacilo à rifampicina e à isoniazida. Testes fenotípicos de suscetibilidade a medicamentos são o padrão-ouro, mas não são acessíveis em tempo razoável para apoiar a tomada de decisão clínica rápida e confiável. O diagnóstico precoce é o ponto de viragem para o controle da TB-DR.”,  finaliza Bollela.
 
 
Venha conhecer toda a magnitude deste cenário no 11º Congresso Paulista de Infectologia
 
Serviço: 11º Congresso Paulista de Infectologia 
Data:
 17 a 20 de outubro de 2018
Local: Centro de Convenções Frei Caneca 
EndereçoR. Frei Caneca, 569 – Consolação - São Paulo 
Site:  www.infectologiapaulista.org.br/congresso2018
 
Datas e horários:
17/10 - Cursos Pré-Congresso das 8h30 às 17h30 e Sessão de Abertura do Congresso às 19h00
18/10 -  Programação Científica - 08h30 às 18h00
19/10 – Programação Científica - 08h30 às 18h00
20/10 – Programação Científica - 09h00 às 13h00





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