Alta mortalidade nos hospitais por conta da Sepse é tema do 11º Congresso Paulista de Infectologia

A sepse é definida como disfunção orgânica grave, potencialmente fatal, causada por uma resposta inadequada ou desregulada do hospedeiro à infecção. É uma das principais causas de morbidade e mortalidade em todo o mundo, com uma estimativa de mais de 30 milhões de casos por ano, com potencial de 5,3 milhões de mortes.

A carga da sepse pode ser maior nos países em desenvolvimento, estima-se que um terço dos leitos de terapia intensiva no Brasil são ocupados por pacientes sépticos e metade deles morrem. Algumas séries em países desenvolvidos mostram redução da mortalidade por sepse, como é o caso da Austrália e Nova Zelândia, que em pouco mais de uma década teve redução da mortalidade de 35% para menos de 20%.

Segundo o Professor Titular da Disciplina de Infectologia no Departamento de Medicina EPM/Unifesp, Reinaldo Salomão, diversos fatores estão associados com a alta mortalidade na sepse. “A relação entre número de profissionais de saúde e leitos, o tempo para admissão do paciente na UTI, a disponibilidade de recursos terapêuticos são aspectos que podem distinguir nossa realidade da dos países desenvolvidos. Todavia, experiências de sucesso vêm sendo obtidas entre nós”, esclarece o especialista.

Os dados do Instituto Latino Americano de Sepse (ILAS) mostram redução de mortalidade nos hospitais que aderiram à campanha sobrevivendo à sepse e estabeleceram protocolos de tratamento. “Ainda como desafio, observamos que a queda de mortalidade foi sustentada nos hospitais privados, mas não o foi nos hospitais públicos. Como um estímulo, um estudo multicêntrico em uma rede de hospitais mostrou que as intervenções para o tratamento da sepse são custo-efetivas”, explica Salomão.

“A luta continua. Nós, infectologistas podemos contribuir enormemente. Diversos estudos apontam que a terapia antimicrobiana precoce é um fator determinante no desfecho do paciente. Fazê-la de forma racional em um ambiente de restrição de recursos e alta prevalência de bactérias multirresistentes é um constante desafio. Na sepse as intervenções são tempo-dependentes. É preciso conhecer, é preciso reconhecer e é imprescindível estar comprometido”, finaliza o especialista. 
Venha conhecer toda a magnitude deste cenário no 11º Congresso Paulista de Infectologia
 
Serviço: 11º Congresso Paulista de Infectologia 
Data:
 17 a 20 de outubro de 2018
Local: Centro de Convenções Frei Caneca 
EndereçoR. Frei Caneca, 569 – Consolação - São Paulo 
Site:  www.infectologiapaulista.org.br/congresso2018
 
Datas e horários:
17/10 - Cursos Pré-Congresso das 8h30 às 17h30 e Sessão de Abertura do Congresso às 19h00
18/10 -  Programação Científica - 08h30 às 18h00
19/10 – Programação Científica - 08h30 às 18h00
20/10 – Programação Científica - 09h00 às 13h00





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