Parabéns Infectologista!

Hoje, homenageamos você médico infectologista, pelo seu trabalho árduo no dia a dia, dos ambulatórios, das enfermarias, das UTIs e das Comissões de Controle de Infecção Hospitalar. O nosso trabalho tem adquirido um respeito crescente entre a classe médica. Somos chamados para as doenças mais complicadas e difíceis!  Que você continue a estudar, diagnosticar, tratar com humanidade e ética, usando para isso o melhor da pesquisa e do conhecimento. 
 
E que você saiba que pode sempre contar conosco nessa caminhada de desafios e adversidades. A SPI está ao seu lado!
 
E aproveitando esta data gostaríamos de levantar com você uma reflexão sobre a importância da nossa profissão com a seguinte pergunta: "O que é ser infectologista hoje no Brasil?". Abaixo, você confere as respostas de importantes figuras da Infectologia brasileira:

"Acho que continua a ser o que sempre foi: praticar Medicina com um olho na Clínica e outro na Saúde Pública, fazer militância pró-vacinas, estar permanentemente atento a populações mais vulneráveis, ter um forte compromisso com a ciência e com políticas de saúde"- Mônica Jacques de Moraes, médica infectologista da UNICAMP 


“Na década de 70 e 80, um número restrito de infectologistas se ocupavam das grandes endemias nacionais e das grandes epidemias que ocorreram nessa época. Foram muitas, como febre tifoide, arboviroses, meningite meningocócica, sarampo, difteria, caxumba, leptospirose, entre outras mais regionais. O empenho e sucesso desse grupo passou a chamar à atenção de outros especialistas e gestores como médicos de alto valor no ordenamento da medicina. Em concomitância histórica, enormes avanços ocorreram nos conhecimentos epidemiológicos, instrumentais propedêuticos, avanços incríveis na imagiologia, o desenvolvimento de antimicrobianos em tal escala e complexidade que só especialistas em infecções conseguem manejar. Surge uma nova era na medicina. O infectologista passou a ser uma figura indispensável em todas áreas de atuação médica. Configurou-se uma especialidade que caminha junto, auxilia, orienta e quase sempre lidera todas as outras especialidades médicas. Deixou de ser pilhéria o que à boca pequena se houve nos corredores “quando não se tem diagnóstico ou o caso complica, chama o infectologista”. O infectologista tem hoje um papel essencial em todas áreas médico-científicas”. - Prof. Dr. Roberto Focaccia, médico infectologista, livre docente pela USP


“A infectologia tem se apresentado como uma especialidade bastante desafiadora. Por um lado, temos as clássicas condições que tratamos, como as infecções hospitalares, as pessoas vivendo com HIV-aids, os portadores de hepatites crônicas, além das doenças tropicais em que o manejo clínico tem apresentado acelerado processo de mudança perante os novos conhecimentos científicos adquiridos. Por outro lado, temos as doenças emergentes e reemergentes, como as arboviroses e a influenza, e o aumento substancial dos casos de infecção em pessoas sob condições de imunossupressão, tais como os transplantados e indivíduos com neoplasia. Todos estes cenários têm trazido ao infectologista o grande desafio de se manter atualizado, pronto para atender a todas estas necessidades, ao mesmo tempo em que tem ampliado sua área de atuação, dando-lhe mais oportunidade no mercado de trabalho. Particularmente, temos tido grande satisfação profissional diante deste contexto apresentado”.  -  Ricardo Cavalcante, médico infectologista na Faculdade de Medicina de Botucatu/UNESP


“A infectologia representa uma disciplina portentosa, com características peculiares no contexto da medicina contemporânea, tendo em conta a capacidade de curar e prevenir doenças, reconhecer a etiologia específica de doenças e lidar com variados surtos, por vezes de porte, de doenças infecciosas. O valor do especialista em infectologia fica evidenciado, na atualidade, tendo como exemplos a crise da resistência aos antibióticos, as consequências da expansão das viagens internacionais, a emergência  de inéditos novos patógenos, além da influência em saúde pública e seus programas, incluindo ações preventivas. Assim, a atuação como infectologista proporciona enorme recompensa, tendo em conta tais observações, com participação que possibilita alcançar resultados efetivos, tanto em medicina assistencial individual, quanto coletiva em saúde pública”.  Tradução livre e adaptada de texto de  John G. Bartlett (Clin Infect Dis 2014; 59(S2):85)  em suplemento que homenageia tal ícone da medicina americana e mundial, com forte influência em muitos de nós. - João Silva de Mendonça, médico infectologista e diretor do Serviço de Infectologia do Hospital do Servidor Público Estadual/SP


"Esses especialistas são importantíssimos aqui no Brasil, onde doenças endêmicas infelizmente são abundantes e é lamentável lembrar que surgem comumente surtos de doenças variadas, criando novos compromissos. Entidades como a Sociedade Paulista de Infectologia figuram de forma atuante, curativa e preventivamente, após atuação conveniente". –Vicente Amato Neto, médico infectologista, Professor Emérito de Doenças Infecciosas e Parasitárias da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo e Chefe do Laboratório de Parasitologia do Instituto de Medicina Tropical de São Paulo. 
 

 





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